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O Projecto

Enquadramento

Triangulo RígidoOs acidentes com aves de rapina nas linhas de média tensão ocorrem fundamentalmente através de dois processos distintos, a colisão e a electrocussão. A colisão acontece quando a ave em voo não é capaz de evitar os cabos e choca contra estes, o que pode suceder em todo o tipo de linhas aéreas. A electrocussão ocorre, sobretudo em linhas de média tensão, quando a ave estabelece contacto simultâneo entre dois cabos condutores ou entre um cabo condutor e a derivação à terra através do poste (apoio).

Esta problemática é conhecida por todo o mundo desde há várias décadas, essencialmente a partir do momento que a electrificação se estendeu pelos espaços rurais e naturais. No nosso país não existe informação sobre este tema ao contrário de outros, particularmente na Europa e América do Norte, que desde à longa data têm dedicado muito esforço no seu estudo e mitigação.

Linhas de paisagemDada a elevada importância do território nacional para a conservação de diversas espécies de aves, algumas em situação extremamente vulnerável à escala europeia, como o caso da Abetarda, da Águia-imperial, da Águia-real e da Águia de Bonelli, e sabendo que estas podem estar a ser afectadas pelos traçados eléctricos, iniciou-se em Maio de 2002 um projecto nacional dedicado a colmatar essa lacuna de informação.

Este projecto destinado a avaliar e minimizar os impactes resultantes da interacção entre as linhas de alta e média tensão e a avifauna, dentro das áreas importantes para aves localizadas no nosso país, foi estabelecido através de um protocolo entre EDP Distribuição, Instituto da Conservação da Natureza (ICN), Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza.

Nesse contexto o ICN iniciou um estudo destinado a analisar as interacções entre aves de rapina, durante a sua fase de dispersão, e a rede de linhas eléctricas, caracterizando diversos aspectos da sua biologia, nomeadamente a actividade circadiana, os hábitos de voo, as técnicas de prospecção, as interacções com os recursos ecológicos e com outras aves.

LinhasPara este estudo escolheram-se 2 espécies, a Águia-real Aquila chrysaetos e a Águia de Bonelli Hieraaetus fasciatus, que pelas características e preferências biológicas constituem as mais representativas dessa problemática no panorama nacional (ver informação sobre selecção das espécies). Por outro lado optou-se pelo seguimento à distância, via satélite (ver secção especifica sobre este tema), por constituir a metodologia que nestas espécies permite a obtenção mais informação rigorosa, nomeadamente em termos geográficos, aplicando a menor quantidade de meios humanos e logísticos. Dirigiu-se o estudo para os juvenis das referidas espécies precisamente pelo facto de nessas idades as aves desenvolverem movimentos de dispersão, erráticos, e desta forma serem mais susceptíveis e vulneráveis à mortalidade por electrocussão e colisão nas linhas eléctricas como também a outros factores de ameaça.

Em Junho de 2003 procedeu-se à colocação de emissores via satélite (PTTs) em 3 juvenis de Águia-real, em Junho de 2004 fez-se o mesmo com 2 juvenis de Águia de Bonelli, e em Maio de 2005 marcaram-se mais 2 juvenis de águia de Bonelli.

Àguia de Bonelli Águia-real
Àguia de Bonelli Águia-real

 

Este site reúne toda informação relativa ao seguimento dos movimentos das aves marcadas (ver diário de bordo).

Nota: Se conhece ou observou algum caso de electrocussão ou colisão de aves em linhas eléctricas, contacte a equipa do projecto através do nosso e-mail: pndi-monteiroa@icn.pt, ou através dos sites de Internet das associações SPEA (www.spea.pt) ou QUERCUS (www.quercus.pt).