|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Juvenil de Águia de Bonelli |
![]() |
Zona de nidificação de um dos ninhos seleccionados para o presente estudo |
Idade de marcação
Para captura das aves procedeu-se à descida aos ninhos mediante técnicas de escalada, antes dos juvenis terem atingido os 50 dias idade (no caso da Águia-real) e 45 dias (no caso da Águia de Bonelli) a partir da qual o risco de saltarem do ninho passa a ser muito elevado. De forma a estimar correctamente a data ideal para a marcação dos juvenis foi efectuado um seguimento quinzenal dos ninhos, iniciado logo após o nascimento dos juvenis.
![]() |
Juvenis de águia de Bonelli com cerca de 20-25 dias |
![]() |
Juvenis de Águia de Bonelli com cerca de 42-45 dias |
Preparação da descida
Procedeu-se à preparação da deslocação aos ninhos com a máxima antecedência e garantindo a adequada preparação logística. Estes cuidados destinam-se a assegurar a segurança dos técnicos nas acções de descida, deslocação pelo afloramento rochoso, captura e manuseamento das aves, e garantir a menor perturbação sobre as aves. Foram escolhidas pistas de escalada de acesso ao inho através de análise prévia das fotografia das escarpas, envolvendo a descida na vertical até ao ninho e daí um rapell final até à base da escarpa onde estaria já “montada” uma estação de apoio à marcação das aves.
![]() |
Observação da fraga com telescópio |
![]() |
Preparação da descida |
Acesso ao ninho e marcação dos juvenis
O tempo de descida aos ninhos dependeu da dimensão do afloramento rochoso e da dificuldade de acesso ao ninho. Em média cada processo de marcação envolveu cerca de 3 horas, cerca de 30-40 minutos na descida (incluindo preparação), 60 mi horas na manipulação do indivíduo e mais 20 mi na ascensão. Por forma a evitar o sobreaquecimento das crias durante a manipulação, uma vez que nos vales do Douro e do Tejo já faz muito calor em Maio e Junho as descida foram efectuadas preferencialmente durante a fase inicial do dia.
![]() |
Descida ao ninho |
![]() |
Transporte do juvenil para a base da fraga |
Manipulação das aves e colocação dos PTTs
A colocação dos PTTs nas aves foi efectuado por um técnico credenciado da Direcção Geral de Conservação da Natureza de Espanha (Sr. Vítor Matarranz). A técnica de fixação do aparelho à região dorsal da ave faz-se através da cosedura cruzada de 2 tiras de fita “teflon” (material sintético simultaneamente resistente e macio) que correspondem às alças do PTT como se de uma mochila (“backpack”) se tratasse. Está demonstrado que este tipo de fixação não afecta a capacidade de movimentação da ave, acabando por se soltar totalmente em caso de ruptura de uma das tiras ou assim que os fios de algodão da cosedura se tenham deteriorado (após 2 a 3 anos). Esse período corresponde normalmente ao tempo de vida útil deste tipo de equipamento. Após a colocação do PTT a ave é recolocada no ninho onde acaba o seu normal processo de crescimento, abandonando este após 10 a 15 dias.
![]() |
Imobilização de um juvenil de Águia de Bonelli |
![]() |
Imobilização de um juvenil de Águia-real |
![]() |
Pesagem de um juvenil de Águia de Bonelli |
![]() |
Utensílios necessários à colocação do PTT |
![]() |
Preparação para colocação do PTT |
![]() |
O PTT usado nas águias reais |
![]() |
Colocação do PTT |
![]() |
Devolução de um juvenil ao respectivo ninho (Foto José Jambas) |
![]() |
Juvenil com PTT após devolução ao ninho (Foto José Jambas) |