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Seguimento via Satélite

Razões para o Seguimento

um equipamento denominado de Platform Os individuos juvenis de Águia real e de Águia de Bonelli caracterizam-se pelo seu comportamento errante, efectuando frequentes e extensas deslocações. Neste processo de dispersão as aves procuram áreas favoráveis para um eventual assentamento que ocorre quando a ave se torna um individuo reprodutor, a partir dos 4 anos de idade, passando a assumir um comportamento fortemente territorial.

O estudo da biologia e ecologia destas aves durante a fase de dispersão envolve sérias dificuldades em termos de meios humanos e logísticos devido às largas e inesperadas distâncias que as aves percorrem, por vezes em curtos períodos de tempo. O seguimento à distância proporcionado pela utilização de dispositivos emissores veio facilitar essa tarefa, nomeadamente o uso de PTTs (Platform Transmitter Terminals) recorrendo ao seguimento via satélite permite obter um volume apreciável de dados, com grande precisão em termos geográficos e sem necessidade de dispêndio de meios no terreno.

A tecnologia usada no presente estudo concilia o sistema GPS com o sistema Argos ( Descrição do equipamento e do seu funcionamento), sendo ainda de destacar a existência de um painel solar que em situações normais pode prolongar o seguimento por vários anos.


O Sistema Argos

O sistema Argos é gerido pela uma empresa francesa CLS (Collecte Localisation Satellites), (www.cls.fr). Este sistema pode localizar e receber dados das plataformas emissoras (PTTs) em qualquer ponto do mundo, seja em terra ou no mar. Presentemente a Argos monitoriza 5000 plataformas, que incluem aparelhos colocados em aves e noutros animais, em barcos, em bóias para medir correntes, em veículos com cargas perigosas, etc. Este sistema monitoriza também plataformas estáticas, em geral situadas em locais inóspitos e inacessíveis, que por exemplo servem para medir a profundidade dos rios, a altura e tipo de neve, o barulho produzido pelos vulcões.

Os intrumentos da Argos encontram-se a bordo de satélites meteorológicos (National Oceanic and Atmospheric Administration -NOAA). Pelo menos dois destes satellites estão sempre operacionais. Estes circulam em orbitas polares, a cerca de 850 Km de altitude da superficie terrestre. Cada satélite pode detectar as referidas plataformas-emissoras (PTTs) em redor de um circulo de 5000 Km de diâmetro. No entanto, os satélites não são estacionários, eles voam sobre os pólos norte e sul, realizando uma órbita completa cada 102 minutos, e varrendo a superfície terrestre em circulos de 5000 Km de diâmetro, no qual o satélite tem visibilidade. Devido à rotação da Terra o varrimento muda 25º oeste (2800 Km do equador) do eixo polar em cada rotação, e deste modo a sobreposição dos varrimentos aumenta com a latitude, e por sua vez o numero de passagens do satélite sobre um determinado PTT aumenta com latitude (o máximo de passagens diárias do satelite sobre um PTT é de 28 vezes para os PTTs localizados na região polar). O tempo de varrimento desse circulo sobre o PTT é de cerca de 10 minutos, e corresponde ao período durante o qual o PTT pode comunicar e enviar informação para o satélite (caso o PTT tenha bateria suficiente para accionar o emissor). Por sua vez os satélites guardam essa informação e enviam-na para uma das três principais centrais terrestres da CLS, logo que lhe passem por cima. Nessas estações a informação é tratada e convertida num formato em que possa ser lido pelos utilizadores, sendo então enviado por Internet.